Da nudez gráfica ®

01/04/2010 at 12:44 PM 16 comentários

A liberdade de respirar fora da partitura é uma delícia. Gosto de poetas que passeiam pelo intenso, pelo erótico. Fico imaginando que tem muito a ver comigo, com o que eu sinto, com a pessoa que eu amo. Claro que é muito fácil imaginar tudo isso já que tudo o que respiro tem a ver com as minhas entranhas. Adoro imaginar meu lado secreto traduzido em alguns versos em prosa. É como se eu pudesse escrever sobre o desejo. Escritos verdadeiramente calientes e provocantes.

Deixar a respiração por conta de quem lê é colocar o corpo do leitor na cama do livro, ambos despidos de interrogações.

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A vitória do ogro ® A mulher que diz tchau

16 Comentários Add your own

  • 1. Enrico  |  01/04/2010 às 1:48 PM

    Mulher, tu não tem explicação.

    Linda!

    Responder
    • 2. Marjorie Bier  |  01/04/2010 às 2:45 PM

      Lindo!

      =*

      Responder
  • 3. Eduardo Vieira  |  01/04/2010 às 1:54 PM

    Minha flor

    A festa não seria tão divertida se vc não estivesse. Todo mundo te adorou e eu nunca estive tão feliz.

    teu cheirinho é uma delícia.

    Responder
    • 4. Marjorie Bier  |  01/04/2010 às 2:47 PM

      Por isso (e por muito mais) eu sou louca por você!

      Beijo

      Responder
  • 5. Luana  |  01/04/2010 às 2:18 PM

    Também gosto. Andei passeando pelos poemas que me enviaste. São tão bonitos, Mar. Entendo, assim, de onde vem tua sutileza para a vida.

    Um beijo

    Responder
    • 6. Marjorie Bier  |  01/04/2010 às 2:49 PM

      Adoro esse teu portuguêss correto para dizer as coisas mais simples…

      =)))

      Lindeza da minha vida!

      Responder
  • 7. ℓυηα  |  01/04/2010 às 2:53 PM

    Ui, que delícia!

    O ato de escrever (com empenho, dedicação, emoção…) e deixar-se ler, já é sensual. Quem lê flerta com quem escreve, as ideias namoram, fazem romance e, muitas vezes, têm filhos.

    Fofo, né, gata?

    Beijos, dois.

    * Vai descansar no feriado?

    ℓυηα

    Responder
    • 8. Marjorie Bier  |  01/04/2010 às 2:55 PM

      Essa mulher é um desbunde por aqui!

      Adooooooro!

      *nada… eeee le le…

      Responder
  • 9. rafaela  |  01/04/2010 às 3:41 PM

    se acamou, na boa, com o próximo post – aqui no pendrive. =)

    nada como desnudar o verbo/palavra.
    a-do-ro tb!
    e saindo de uma aula de morfofono… ai. (L)

    beijobeijo

    Responder
    • 10. Marjorie Bier  |  01/04/2010 às 4:35 PM

      A Rafélis é sereia-poeta na minha vida.

      Amo tanto…

      beijo

      Responder
  • 11. Edith Janete Schaefer  |  02/04/2010 às 7:14 AM

    Lembrei direto da Hilda Hilst:

    Amada vida:
    Que essa garra de ferro
    Imensa
    Que apunhala a palavra
    Se afaste
    Da boca dos poetas.
    PÁSSARO-PALAVRA
    LIVRE
    VOLÚPIA DE SER ASA
    NA MINHA BOCA.

    Que essa garra de ferro
    Imensa
    Que me dilacera

    Desapareça
    Do ensolarado roteiro
    Do poeta.
    PÁSSARO-PALAVRA
    LIVRE
    VOLÚPIA DE SER ASA
    NA MINHA BOCA.

    Que essa garra de ferro
    Calcinada

    Se desfaça
    Diante da luz
    Intensa da palavra.

    PALAVRA-LIVRE
    Volúpia de ser pássaro

    Amada vertigionsa.

    Asa.

    (Tu me lembras Hilda por vezes…
    E eu adoooooro!
    bjo)

    Responder
    • 12. Marjorie Bier  |  02/04/2010 às 1:09 PM

      E não é que esse post nasceu exatamente por causa de um poema da Hilda?!

      Beijo…

      Responder
  • 13. Roberto  |  02/04/2010 às 6:32 PM

    Basta, para tanto, escrever. Quanto mais nos preocupamos com a imagem, mais ofuscada ela fica pelos olhares críticos, que servem apenas para dizer a si mesmos, o tamanho da inveja possuem pelo dom que temos, de transformar cada piscar de olhos, em letras profundas. Surreais para alguns, maravilhosas para outros, escandalosas para a maioria puritana.
    Corrija-me se estou errado, mas este texto chega a ser um desabafo, um grito de liberdade.

    Responder
    • 14. Marjorie Bier  |  03/04/2010 às 3:30 AM

      Querido… e o que não é um desabafo?

      Esse post, no entanto, nasceu depois de ler um poema da Hilda.Acho bonita essa coisa visceral e profana. É onde eu navego e, por vezes, naufrago, Por isso palavras repetidas, por isso tão curto, por isso tão eu.

      Um beijo.

      Responder
  • 15. Clara Morais  |  05/04/2010 às 1:41 PM

    Também me lembra Hilda. Você sempre passeia pelo erótico, Marjorie. Até quando não percebe,

    Acho bem bacana.

    Responder
    • 16. Marjorie Bier  |  05/04/2010 às 1:55 PM

      ME-DO!

      Beijinhos

      Responder

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