Please, don’t stop the music!

03/10/2009 at 2:58 PM 8 comentários

Sábado, como de costume, uma musiquinha para embalar o blog.

Hoje, eu vou de Camera Obscura.

A minha banda twee pop favorita no momento.

Bom final de semana a todos!

Entry filed under: Gente é pra brilhar!. Tags: .

Dos ciganos e outras ausências ® Análise sintática ®

8 Comentários Add your own

  • 1. Régis Antônio Coimbra  |  04/10/2009 às 12:13 PM

    Ao ver o vídeo ontem fiquei com a impressão de que o carinha se enchia da namorada pouco depois da metade do clipe… Mas a repetição de imagens e cenas tornava meio confuso (ok… a manjada desconstrução narrativa) a idéia temporal em parte assim sugerida.

    Em Roma os pombinhos pareciam já de saco cheio um do outro. Após a cena do cara dormindo no aeroporto com a cabeça no colo da moça. Aliás, pareceu-me mesmo a coisa clássica: o carinha se encheu da carinha e ela ter ficou preocupada porque ele se encheu e não falou nada – como costuma acontecer. Tudo isso agravado pelo duplo estresse de viagens como a encenada: correrias e esperas… e o contato em tempo integral um com o outro.

    Mas ontem não entendi nenhuma palavra, nem o “French Navy”, antes de procurar (só hoje, que ontem, justo quando fui fazer isso, a minha conexão pifou) no google “‘French Navy’ lyrics” e acompanhar a canção lendo o texto.

    Acompanhando, claro, tudo parecia óbvio e eu me perguntava como eu não tinha entendido nem os uuuuu, tudo me pareceu uma massa de gemidos paradoxalmente apáticos. Talvez os primeiros versos absolutamente não silábicos (e a tal cara da vocalista) tenham-me distraído e confundido e passei o resto do clipe olhando para as caras dos personagens.

    A letra, que só li hoje, reforça a impressão. O título me fez esquecer que a ruiva que volta e meia aparece é a tecladista e pensar se a marinha francesa era uma forma obscura de indicar que ela era a segunda (pois a primeira – ao menos ali, no velho mundo – fora a britânica, hehe).

    Concluindo (?), o clipe lembrou-me um trocadilho do ou explorado pelo Angeli numa tirinha: o moço chega para a moça e diz algo como “curtes essa transa cool [jazz?], aí?” e a moça responde “ah… no cool não, no cool dói”.

    Responder
  • 2. marjoriebier  |  04/10/2009 às 4:55 PM

    OOOOOO, cara pálida… a música é pra curtir, não pra explicar!
    😉

    Responder
  • 3. Régis Antônio Coimbra  |  04/10/2009 às 6:26 PM

    Ué! E eu expliquei?

    Responder
  • 4. marjoriebier  |  04/10/2009 às 6:34 PM

    Não… a verborragia ali foi do teu eu lírico!
    rssrsrrs

    Responder
  • 5. Régis Antônio Coimbra  |  05/10/2009 às 1:31 AM

    Acho que essa canção grudou. Volta e meia me pego com os acordes e gemidos iniciais, o refrão e algumas cenas, como a do cara fazendo estranhas danças, bem como o curioso modo da vocalista de mover o maxilar ao cantar. Mas, não, não é uma experiência tormentosa, hehe.

    Responder
  • 6. Ricardo Valente  |  05/10/2009 às 2:09 AM

    Safadinha, não conhecia a banda… muito boa!
    Bom gosto! hummm
    Beijo!

    Responder
  • 7. Marcelo  |  05/10/2009 às 10:36 AM

    Não vi, mas curti!

    rsrsrs

    Responder
  • 8. Régis Antônio Coimbra  |  05/10/2009 às 10:42 AM

    Engraçado que vendo mais uma vez o vídeo ocorreu-me uma inusitada associação com “atrás da porta”, do Chico Buarque. Mas seria uma comparação pelo oposto, apenas muito vagamente relacionado pela questão do relacionamento. Tenho uma vaga lembrança idealizada de uma interpretação de Nana Caymmi, mas não achei – embora tenha uma nos meus vídeos preferidos do orkut, mas um tanto fora do padrão.

    Acabei encontrando uma interpretação curiosíssima e outro tanto constrangedora de Elis Regina (minha xará?). É totalmente anti-cool, ao vivo, num banquinho, sem violão… acho que com os pés inicialmente pendentes, suando sob os holofotes e fazendo uma interpretação que, se não fosse Elis Regina, já morta, enterrada e endeuzada, seria mais do que constrangedora, ridícula, exagerada, descontrolada, visceral de mais, como, por exemplo, cocô ou vômito – ou, acompanhante natural de dramas lacrimosos, ranho.

    Em “French Navy” é tudo ao contrário disso. No entanto, é a mesma história não necessariamente sequer vivida de modo diverso, mas narrada em momento ou tom diverso. French Navy é reflexiva e a interpretação é gélida, o que permite uma identificação menos constrangedora, embora o ridículo de fundo bem apontado por Fernando Pessoa também esteja em boa quantidade ali, não só sugerido, assumido.

    “Atrás da porta”, ainda mais na super-interpretação de Elis Regina fala do momento de ruptura e não superação desta (ou superação ruim, enganchada, rancorosa que busca, pelo rancor, ainda algum vínculo… aquilo de que fiz o diabo “pra provar que ainda sou tua”). É um pouco como aquelas pessoas que ao contar um fato, revivem as emoções.

    Confesso que me pergunto se isso é realmente assim ou se as pessoas aprenderam a fazer assim depois de verem em filmes que os personagens – acredito que por razões dramáticas, isso é, técnicas de como apresentar uma historinha no palco, telinha ou telona – fazem assim. Já vi pessoas fazerem dos dois jeitos, inclusive uma pessoa contou-me quase tranquilamente certos fatos e na frente dum delegado o fez de modo dramático, com lágrimas e tudo (e éramos todos homens, eu, essa pessoa e o delegado).

    Nem quero entrar no mérito de se era verdade ou não o que era relatado (acredito que era principalmente verdade), mas se era verdadeiro o sentimento. Pois sempre tenho presente aquela cena tão comum da criança que cai e olha em volta… Conforme o caso, abre o berreiro. Volta e meia, nos mais variados contextos (pessoais, profissionais e “casuais”) ouço pessoas tentando me contar experiências supostamente escabrosas de que foram vítimas, iniciando o protocolo do berreiro. Quase todas as vezes, com minhas intervenções, pararam com isso.

    A vida não é dramática. O barraco desaba e morrem os cinco filhos e o marido de uma pobre senhora. Bom, a cena não é incomum, mas as reações variam. Umas se debulham em lágrimas em frente às câmeras, outras lamentam profundamente e reclamam providências do poder público contra a estupidez ou estado de necessidade dela mesma.

    A vida não é dramática… Pensando lá nas tragédias gregas, pensando bem, nada acontece em cena, exceto as pessoas contando, em cena, as coisas obscenas que aconteceram logo ali. Ao menos é assim que lembro de Sófocles.

    O drama é algo que fazemos para alguém. Seja para um público, seja para um interlocutor. O assaltante que vai me matar… dramatizo que tenho mulher e filhos e tal; a mulher que vai me deixar… dramatizo que sem ela eu não viverei; o chefe, sócio ou cliente que me vai dispensar… dramatizo que estou com problemas em casa, que uso drogas etc – e o pior é que, não raro, funciona. “Pior” porque a probabilidade das coisas piorarem com uma segunda chance, no meu entender, só aumentam. E não são raras terceiras, quartas, quintas, “n” chances… para o azar.

    Eu evito e acho que desestimulo. Quando muito, reservo o drama para o revisar sozinho, escondido no meu quarto ou por trás da minha máscara habitual de “paisagem”, como disse alguém, ou zombaria divertida ou curiosa. Mas como isso pode se harmonizar com a hipótese de que o drama é algo que fazemos para alguém?

    Eu tenho uma resposta: é que eu testo e invariavelmente prefiro a versão “Camera Obscura”, assim mesmo, em latim, para ficar mais obscuro. Então, a versão cool é também dramática, não pelo drama, mas pela artificialidade. Não há a alternativa “não artificial”, tudo é feito com algum artifício, ou não é feito, salvo convulsões ou algo assim.

    Nesse sentido, a interpretação de “French Navy” no vídeo que sugeriste é um pouco a Elis Regina sob forte medicação, dizendo, como argumentei, dos mesmos sentimentos e, em parte, talvez até as vivências. Aliás, em algumas entrevistas Elis passava esse mesmo ar aí… No entanto, a “medicação” que ela tomava por conta própria levou a outro desfecho.

    Responder

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