Pura constatação ®

22/09/2009 at 10:40 AM 10 comentários

Mulher adora dar prazo ao imponderável!

radicalchic230420069ak

Eita, Miguel Paiva!!!

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Eu já tive 16 anos ® Poeminha analógico ®

10 Comentários Add your own

  • 1. Marininha  |  22/09/2009 às 10:54 AM

    Siiimmmm… tipo: só vou se der aquele comercial no próximo intervalo.. sempre querendo como álibi uma premonição. pq a gente é assim????

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  • 2. Régis Antônio Coimbra  |  22/09/2009 às 11:22 AM

    Se gostam de dar prazo, eu não sei. Mas “ao imponderável”, concordo.

    Parece-me que as mulheres, em média mais do que os homens, têm insatisfações aparentemente imponderáveis e, por isso, objeto de intermináveis ponderações e, mais ainda, lamentações apresentadas sob a forma de reclamações.

    A própria mulher pode pensar que está reclamando, mas está apenas lamentando. Formulando de outro modo, costumo dizer que as mulheres evoluíram cultural e biologicamente para lidar com tarefas intermináveis e um tanto penosas, como cuidar da casa, das crianças e dos homens.

    Enfim, tarefas que nunca terminam ou demoram muito para terminar. Por exemplo mais leve, cuidar da casa. Nunca termina e é uma tarefa que aparece mais pela eventual falta do que pelo (temporário) acabamento. Homem também faz faxina… mas geralmente numa sujeira muito grossa, cujo contraste do “antes e depois” é grande. A faxina do homem é um evento. A da mulher é o dia a dia.

    Outro exemplo é a cozinha. Homem também cozinha, mas sob a forma de (grande e eventualmente calamitoso) evento. Já à mulher cabe geralmente a obrigação diária de fazer a comida.

    Numa cultura primitiva mais ou menos isolada ou “preservada” geralmente se verifica as mulheres moendo mandioca, fazendo bebidas, cuidando das crianças, cortando e carregando lenha etc etc. O trabalho “pesado” para nossos padrões é feito por mulheres. Os homens fazem o que para nós seria lazer, como ir caçar ou guerrear de modo mortal mas altamente ritualizado (algo como nossas torcidas organizadas).

    Às mulheres resta reclamar (lamentar). Nos seus relacionamentos com os homens, as mulheres têm de fazer considerável esforço para se sentirem respeitáveis, gostosas e dignas. Não tanto para os homens, mas para as outras mulheres, suas concorrentes e fiscais.

    Por esses e outros (e piores) exemplos, mulheres pensam que reclamam, mas mais frequentemente se lamentam como forma de suportar as tarefas ingratas. É a “reclamação” como forma de catarse. Homens acham isso estranho… afinal, a mulher não faz nada (que se note caso seja feito, apenas caso não seja feito) e reclama de coisas imponderáveis, que não têm solução.

    Os homens costumam ter ou se propor tarefas com claro início, meio, fim e critérios para determinar o sucesso e conclusão. Às mulheres restam as tarefas inglórias, intermináveis, que aparecem mais na falta, para a apontar como preguiçosa do que no cumprimento, para a apontar como virtuosa ou excelente. Por isso costumo dizer que Sísifo, se fosse mulher, ninguém entenderia sua condição como especialmente desafortunada, amaldiçoada.

    Nas relações românticas… as mulheres são práticas e românticas. Práticas porque o dia-a-dia da empresa chamada romance é uma preocupação da mulher. O homem, se não brochar e não for flagrado traindo ou tentando trair, está satisfeito e mesmo orgulhoso. A mulher tem infinitos itens a atender… o fracasso é quase inevitável pelos próprios termos ou critérios propostos – ou pior: impostos.

    Então, não é o imponderável, é o quase insuportável… que tem de ser suportado. Melhorou muito, mas a prosperidade, que massacra a homens e mulheres, aumenta a percepção dos males que se minimizam no processo.

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  • 3. Luana  |  22/09/2009 às 12:54 PM

    Não sei se é questão de insuportável. Para mulheres dependentes de seu homem, acredito que sim. As Livres e leves aguardam, sim, o telefonema depois do segundo sinal, torcendo para que isso signifique apenas um telefonema. Marjorie mesmo comentou que vida doméstica é para os gatos. Eu também acho.

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  • 4. Emerson Souza  |  22/09/2009 às 1:30 PM

    Cheguei a conclusão que é só ñ erra o timing que fica tudo bem.
    Bjus.

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  • 5. Enrico  |  22/09/2009 às 2:39 PM

    Mulher já é um bicho complexo… imagina a Marjorie… essa borboleta de batom!

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  • 6. Clara Morais  |  22/09/2009 às 5:50 PM

    Adora mesmo!!!!

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  • 7. Rafael Dreweck  |  22/09/2009 às 9:42 PM

    Mulher de frases… era assim que vc dizia?

    Responder
  • 8. Edith Janete  |  22/09/2009 às 11:11 PM

    É só não almejar o impossível!
    Pelo que escuto de meus amigos homens, suas mulheres vivem se queixando… E não tem nada a ver com excesso de carga para a mulher, até pq elas só fazem SE QUISEREM as tarefas domésticas ou o cuidar de filhos e pq PERMITEM que seu homem fique jogado no sofá enquanto ela correde um lado pro outro. É só delegar. Mas tem homens que nem perguntam, lavam louça, arrumam suas bagunças…
    Não dá pra generalizar. Mas as mulheres tem esta característica, a insatisfação. Os homens tb são insatisfeitos, mas com a vida, o trabalho… Nas mulheres é recorrente reclamarem de seus parceiros. A tirinha explica isso muito bem. Se eu creio no ideal, provavel faltar sempre alguma coisa no meu homem. Um dia li em um blog bem visitado: Se ele não for TUDO que você quer, pule fora!! (Papo de quem sempre irá se queixar).
    É só curtir o que ele tem de bom para oferecer…o resto é com a gente!!

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  • 9. Régis Antônio Coimbra  |  23/09/2009 às 2:26 AM

    Concordo que há mulheres que simplesmente recusam as tarefas ingratas cultural e em parte biologicamente destinadas às mulheres, bem como há as que encontram nos parceiros, parceiros para dividir essas tarefas. Mas mesmo assim, mesmo essas mulheres tenderão a reclamar mais do que os homens. É como se a estratégia fosse atávica, algo independente da realidade, moldada no cérebro e comportamentos inatos.

    Concordo também, e aí sem relevantes ressalvas, que parte do problema está na mulher colocar na relação objetivos que o homem não coloca. Como comentei antes, para o homem, se ele não brochar nem for pego traindo ou tentando trair, geralmente está tudo certo. Dito de outro modo, se não está pegando fogo, desabando ou inundando… está tudo bem, nenhum motivo para preocupação.

    Isso gera uma espécie de corrida armamentista. As mulheres partem para o ataque, reclamações, cobranças etc… O homem foge. Por exemplo: “Ih… está de TPM, melhor não contrariar…” Da perspectiva da mulher, já que o homem não está ouvindo, não está prestando atenção, não a está levando a sério, então ela tem de elevar o tom, aumentar a aposta etc.

    Uma conseqüência comum é a mulher, que reclamava de tudo dizer que foi abandonada, chutada, traída de repente, sem aviso. Disse isso para uma (não mais) amiga e ela contou que falou com seu companheiro (do qual ela reclamava muito) e pediu para ele não a abandonar de repente. Mas a reclamação dela era também um clássico: ele não fala, fica emburrado, deprimido…

    Expliquei: homem não gosta de falar de seus problemas. É admitir carência, fraqueza, fragilidade… e somos treinados para sermos ou fingirmo-nos de fortaleza. Comentei ainda que, pelo que ela me contava, o homem dela era dos bons, que eu era pior, embora, um tanto anfíbio, tivesse facilidade para conversar com ela a respeito dos problemas dela e do namorido dela… mas que meus absolutos defeitos superavam em larga margem as relativas qualidades.

    Ao contrário da Radical Chic, ela reclamava da solidão de estar ao lado de alguém que não fala. Aposto que ele se considerava muito presente e companheiro. E atento a necessidade de espaço que ele de certo projetava nela. Claro que se ele desse a atenção e partilhasse as preocupações e fragilidades, como ela demandava… os efeitos provavelmente seriam desastrosos.

    O imponderável nisso é a outra margem, sempre do outro lado, o caminho do meio não sendo uma opção.

    Responder
  • 10. Talita Prates  |  28/09/2009 às 3:51 PM

    Perfeito e só.

    Responder

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