Eu já tive 16 anos ®

21/09/2009 at 12:52 PM 13 comentários

I.

Te vejo arte

movimento

Revejo em parte

repouso

Desejo hoje

Alarde

Nesse teu coração romântico

Colorido de espera e flor

II.

– Você prefere corda, pião, bola ou amarelinha?

– Prefiro jogar sonhos na lua.

III.

Tirei o sapato

Desci da calçada

Fugi de você.

.

Corri por duas semanas

E não olhei pra trás.

IV.

A cada megapixel,

uma noite mal dormida.

V.

Eu achei certo não sofrer e não chorar, fingir e ignorar. Por várias noites me vi sozinha, vendo Julia para um lado, Jude para o outro, e Portman no seu próprio caminho. O amor escorregando pelas mãos, assim, desperdiçado. Lembro de um livro ter me comovido e de um filme com um triste fim. Não vi o dia, não vi a noite, não vi nada. Desde então, com discreta elegância, limpo os cômodos da minha casa fechada, tiro o pó das frestas e arejo as feridas. Ainda espero você voltar quando amanhecer…

(Palavras tortas recolhidas em diários que me viram crescer. Pecam na rima, na métrica, mas não escondem os sentimentos.)
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Entry filed under: Perplexidades.

Modo PREGUIÇA acionado! Pura constatação ®

13 Comentários Add your own

  • 1. Enrico  |  21/09/2009 às 1:10 PM

    Esse último eu te vi escrever… não tinha 16, mas faz tempo. Que bom que passou!

    Responder
  • 2. marjoriebier  |  21/09/2009 às 1:32 PM

    XÔ!

    Responder
  • 3. Fúlvio Detoni  |  21/09/2009 às 1:33 PM

    Em nome do pai do filho e do espírito santo, hímen.

    Responder
  • 4. Marininha  |  21/09/2009 às 1:50 PM

    Fia… eu tenho 32 e não consigo escrever nem metade do que tu escrevia com 16. Maldita seja tu que entrou na fila duas vezes e roubou as minhas palavras!

    Responder
  • 5. Régis Antônio Coimbra  |  21/09/2009 às 3:35 PM

    Aos 16 eu esperava sentado para, aos 18, magicamente tornar-me home. Teria namorada, emprego e auto-confiança. Ah! e saberia dirigir e teria um automóvel.

    O sexo era um mistério cujas pistas que eu tinha até então deviam ser pálidos espectros da coisa de verdade. O amor era também um troço tão fulminante que dava medo.

    Muitas decepções aguardavam-me nas lides demasiado próximas dos outros sonhos e ilusões de outras pessoas. Não dispenso, mas o sexo definitivamente perdeu o lugar nos encantadores mistérios para o humor e o aconchego entre as primeiras maravilhas de se chegar muito perto de alguém… aquela perigosa proximidade em que vemos, na umidade das córneas do outro, o próprio rosto – no meu caso inclusive despido da máscara para a qual tenho álibi, meus óculos.

    E há os horrores, também. Tudo o que eu digo, penso ou pareço pode ser e muitas vezes foi usado contra mim em lamentações femininas, demasiado femininas. Mas entendo. Costumo dizer: se Sísifo fosse mulher, ninguém notaria que aquilo era um especial tormento.

    Não esqueçamos Clive e seu “cave man”. Mas admirei e mesmo me identifiquei mais com a Anna, de Júlia. Eram todos personagens repulsivamente mesquinhos, resalvo… mas acho que só não gostei mesmo da Alice/Jane, muito bem composta por Portman. Clive fez o paradoxal cave man. Jude conseguiu parecer mesmo feio nesse filme. Julia me convenceu da intensidade sofrida de seu personagem não muito falante.

    Portman, como já disse, fez muito bem o personage do qual não gostei: a do coração partido que se justifica por isso. A mesquinhez (de Anna e Dan) ou franco rancor (Larry) dos demais personagens parece-me menos aviltante, se bem que o “franco rancor” de Larry também vá na linha do coração partido que se justifica por isso… mas, paradoxalmente, de modo menos cruel ou acabado.

    Responder
  • 6. marjoriebier  |  21/09/2009 às 3:54 PM

    Alice/ Jane mentia para amar e ser amada. Construia relações baseadas na sua carência momentânea e, como uma daquelas sereias que a Edith já nos contou, arrastava seu macho enquanto ela dissimulava ser tudo o que ele esperava. No instante da verdade, a deteriorização… nunca esqueci disso, embora não concorde totalmente.

    Responder
  • 7. Luana  |  21/09/2009 às 4:01 PM

    Eu, por inúmeras vezes, sinto-me voltar aos 16. Se, com essa idade, já brincavas com as palavras, imagino agora, no auge da maturidade cheia de energia, o que não constróis com teus verbetes.

    Responder
  • 8. marjoriebier  |  21/09/2009 às 5:36 PM

    Normalmente, bobagens! rsrsrsrs…

    Responder
  • 9. Mariana Cadore  |  21/09/2009 às 10:13 PM

    E’ a poesia j’a tinha nascido.
    E o legal e’ poder ver as mudancas nos pensamentos, q so de olhar um mes atras no blog ja vemos.
    Bjs

    Responder
  • 10. Mario Miranda  |  22/09/2009 às 3:28 AM

    Que bonito:
    retalhos de diários…

    Um beijo, Marjorie!

    Responder
  • 11. Rafaela  |  22/09/2009 às 10:40 AM

    adorei o novo visu! bjo

    Responder
  • 12. Emerson Souza  |  22/09/2009 às 2:10 PM

    Eu quero ver este diário.
    Seja bem vinda e bjus.

    Responder
  • 13. Talita Prates  |  28/09/2009 às 3:53 PM

    Não há pecado!

    Responder

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