Latente ®

16/09/2009 at 12:38 PM 14 comentários

Não me venha com suas palavras doces

Com seus passos mansos

Com sua falta de jeito para amar

.

Mantenha longe suas sílabas tortas

Seu sorriso aberto

E essa mania de me contrariar

.

Não ligue agora que o coração descansa

Que secou a fonte

E que a boca se recolheu

.

Você sabe que se perderam as horas

Que se foram as marcas

Desse sentir animal

.

Não finja que ainda vive na estrada

Nossa morada estampada

Cravejada de estrela e suor

.

Corra para longe da gente

Das vezes em que fui demente

E em ti só quis repousar

.

Entry filed under: Perplexidades. Tags: .

Nunca te vi, sempre te amei ® Nissei ®

14 Comentários Add your own

  • 1. Fábio Zen  |  16/09/2009 às 1:28 PM

    Inspirada no dia do do aniversário!

    Responder
  • 2. andressa aita  |  16/09/2009 às 2:22 PM

    Bah³ !!

    Responder
  • 3. Edith Janete Schaefer  |  16/09/2009 às 3:17 PM

    “Das vezes em que fui demente

    E em ti só quis repousar”

    Nooooossa!!!
    Intenso e definitivo. Muito bom!

    Responder
  • 4. Rafaela  |  16/09/2009 às 3:20 PM

    ‘nem vem de garfo, q hj é dia de sopa!’
    como diria a canção… rs

    ô coração!

    beijo

    Responder
  • 5. Edith Janete Schaefer  |  16/09/2009 às 3:35 PM

    Adorei a frase Rafaela!! Vou usar!!

    Responder
  • 6. Régis Antônio Coimbra  |  16/09/2009 às 3:36 PM

    Pacientes crônicos

    Pelo olhar altivo e sereno
    penso passar toda a paixão
    ternura e carência que me
    consome sem reservas

    Reservado, quero-te me con-
    fessar ao teu dispor
    reservado para ti e não
    meramente por timidez

    Sereno, explicito-me doido
    varrido por teu furacão
    que me olha pacífico

    Tento gemer
    e me sai um sofisma
    Tento explicar
    mas acabo rosnando

    Ai de ti a quem voto minhas
    auto-condescendes interjeições

    Em tua urna, cofrinho,
    caixa postal, flor, olhar
    Tantas as metáforas, catacreses
    e outros feios ou fúteis eufemismos
    Lá eu busco a conflagração

    Pois a paz me exaspera
    e o tumulto cansa até poder
    muito e tipicamente romantico
    depois virar e dormir
    talvez roncar

    Foge! que eu também

    Mas nesta esfera
    bateremos de frente
    após não suficien-
    temente longos rodeios

    Responder
  • 7. Enrico  |  16/09/2009 às 4:01 PM

    MEODEOS!!!!

    Responder
  • 8. Rafael Dreweck  |  16/09/2009 às 4:37 PM

    Marjorie… poesia até quando apaga a velinha…

    Parabéns, minha linda!

    Responder
  • 9. marjoriebier  |  16/09/2009 às 6:10 PM

    Coisa boa vcs aqui comigo… obrigada!

    Responder
  • 10. Ricardo Valente  |  16/09/2009 às 7:18 PM

    Dá-lhe, Marjo! Adorei…
    Bjo

    Responder
  • 11. CARLOS SOARES  |  16/09/2009 às 7:21 PM

    Um fora em alto estilo. Lindo, lindo. Blog gostoso esse.beijos

    Responder
  • 12. Renata  |  16/09/2009 às 7:25 PM

    E quem não teve na vida
    um amor desprezível? (risos)

    Bola pra frente!
    Um beijo,
    doce de lira

    Responder
  • 13. marjoriebier  |  16/09/2009 às 7:28 PM

    rsrsrsrs… ficção, gente boa!

    Responder
  • 14. Marininha  |  16/09/2009 às 10:27 PM

    EU SOU TUA FÃ PRA SEMPREEEE!!!

    Coisa linda!!!

    Responder

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