Insônia ®

09/06/2009 at 12:23 PM 6 comentários

As flores das cancelas

bordam de espanto e amarelo

a tal hora anunciada:

Amanhã é muito tarde

.

Meu coração não dorme

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Entry filed under: Perplexidades.

Superchica! Vermelho ®

6 Comentários Add your own

  • 1. Enrico Fezzin  |  09/06/2009 às 2:15 PM

    MARJORIE BIER!!! COMO TU CONSEGUE???

    Responder
  • 2. Rafael Dreweck  |  09/06/2009 às 4:13 PM

    Alemoa, essa cancela aí foi uma licença poética, não é? Tu não vale um pila! rsrsrs

    Responder
  • 3. Guilherme Maron  |  09/06/2009 às 6:06 PM

    Sinto que estão faltando algumas linhas aí …

    Responder
  • 4. marjoriebier  |  09/06/2009 às 7:08 PM

    Prestatenção, Gui… rsrsrs… tá completo!
    .
    Enrico… eu não consigo, na verdade.
    .
    Rafeles… tu entendeu! hahahahaha

    Responder
  • 5. Mariana Cadore  |  10/06/2009 às 2:56 AM

    A vida eh transcorrida por um fio, que na loucura da hora chamamos de tempo, mas o unico tempo eh o agora.
    Bjs

    Responder
  • 6. Eduardo Frizzo  |  10/06/2009 às 5:09 PM

    “As flores das cancelas”

    (Se as flores estão nas cancelas, as cancelas podem fazer com que os vasos de flores caiam ao chão seja do andar que for. Porém, as cancelas trazer em si a palavra “cancelar”. Mas a pergunta é: se uma flor pode polenizar outras flores, ainda que caídas e talvez mortas, elas não continuam por aí enquanto vida para além da sua própria vida?)

    “bordam de espanto e amarelo”

    (Se as flores, sejam caídas ou prestes a cair, caem, antes disso bordam o próprio espanto de serem seres inanimados que mesmo assim animam o coração de quem as recebe, mesmo que margaridas de jardim valham muito mais do que quaisquer rosas vermelhas. Assim, o espanto está justamente para a possibilidade de que, amarelas, elas persistam em viver ainda que à beira do fim que sempre se abisma em cada janela.)

    “a tal hora anunciada:”

    (A única hora anunciada e desde sempre anunciada é a hora do fim. E se o fim das flores está para caírem ou não das cancelas, elas persistem no sentimento de espanto que sua própria cor tatua na retina daqueles que sabem que nenhum fim acaba enquanto fim – já que o fim é mera expectativa do que pode vir-a-ser.)

    “Amanhã é muito tarde”

    (E com certeza que amanhã é muito tarde, pois ainda que espantados pelas cores do mundo, é somente no hoje, no batimento do sentimento do coração, que horas anunciadas e flores que polenizam mesmo após o fim, que tudo quanto borda o espanto também pode bordar o peito com algo que sequer imaginamos.)

    “Meu coração não dorme”

    (O coração nunca dorme. Ainda que queiramos e que façamos com que nossos sentimentos sejam diretamente relacionados a esse músculo que pulsa o sangue e o oxigênio que respiramos para nossas veias, é sua insônia que nos torvelhinha e o senso e faz com que tantos desejos surjam.)

    Responder

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