Rilke, poète de mon ®

03/06/2009 at 12:26 AM 9 comentários

As frestas perdidas de mim
Te espreitaram na madrugada

O velho casaco escuro
Precipitado sobre os joelhos

O cabelo em desalinho
Sutil despenteio do vento

Os olhos, clarões rimados,
Baixos ao mundo descrito em versos

A esquina de passos largos
Dobrando a saudade ferina e atenta

Te vi, poeta, vertendo vida
Enquanto minh’alma apreciava calada

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Entry filed under: Perplexidades.

Tic Tac* ® Poeminha Atrasado* ®

9 Comentários Add your own

  • 1. Juliano  |  03/06/2009 às 12:44 AM

    Venho, conforme solicitação expressa da musa inspirador que escreve neste blog, batizar este post, do qual tenho a honra de ser padrinho…

    O que eu posso dizer, como tu mesma já salientou com muita propriedade, quantas ruas, quantas imagens diferentes pode evocar a tua poesia? Muia gente vai voar longe imaginando lugares, pessoas, situações….
    Pra alguns pode até despertar lembranças.

    É um dom teu, não é? despertar na gente lembranças…até de coisas que ainda vão acontecer.

    Responder
  • 2. marjoriebier  |  03/06/2009 às 12:47 AM

    rsrsrs… um comentário feito sob livre e espontânea pressão!
    Te adoro, Juuuu!!!

    Responder
  • 3. Rafael Dreweck  |  03/06/2009 às 5:50 PM

    Mon coeur… que categoria!
    Parabéns pelos textos publicados e muita merda no evento de vocês.

    Responder
  • 4. Cezar  |  03/06/2009 às 9:07 PM

    Lindo!
    Teus versos são
    Valsas…
    Onda a embalar
    Teu ser no teu mar
    O infinito!

    Responder
  • 5. Andréa  |  03/06/2009 às 11:59 PM

    È Rilke?
    Ou é Jorie?

    Sobrevivendo aos tanques e curtindo tua poesia.
    Beijos!!

    Responder
  • 6. Bill  |  04/06/2009 às 12:48 AM

    -que horas são?
    -madrugada. e aí?
    -vento forte.

    Responder
  • 7. marjoriebier  |  04/06/2009 às 1:40 AM

    Bill… adoro teu olhar!

    Responder
  • 8. Enrico Fezzin  |  04/06/2009 às 12:27 PM

    Marjorie, poeta colorida, dando vida ao nebuloso existencialismo de Rilke. Temporal!

    Responder
  • 9. marjoriebier  |  04/06/2009 às 12:28 PM

    Toró, Rico… que é uma palavra cheia de espanto!

    Responder

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