Canção para uma janela fechada ®

30/04/2009 at 4:00 AM 2 comentários

Te vi chegar na tarde sépia,
as mãos fugidias em flor,
escondendo a moldura cinza
da tempestade que se aproximava

Teus olhos,
dois clarões a mim predestinados,
chovendo os rios das madrugadas
em que em silêncio eu te chamava

Das ruas, trouxe o trovão,
o desejo exposto em vento.
As armas furtivas da lua,
naquelas noites em que me amavas

O céu, poeta cansado,
anunciava a fatalidade,
de que minha vida sem a tua
seria um pássaro sem liberdade

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Lógica ® Palavras ventiladas para um menino tarado*

2 Comentários Add your own

  • 1. agendapublicidade  |  30/04/2009 às 7:25 PM

    Essa nossa redatora é de uma categoria…

    Responder
  • 2. Régis Antônio Coimbra  |  28/10/2009 às 1:01 PM

    Tua furtiva mão esquerda
    (ou direita?) e florescente
    liberta o pássaro aprisionado
    na janela usualmente fechada
    de minhas roupas de baixo

    Tua sépia, tão aquática
    tinge meus sentidos
    na maresia ancestral

    Após a desejada tempestade
    a calmaria nos contrasta
    com as lembrança recentes
    das aventuras e profundezas

    Responder

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